Grandes Mulheres: Pérola Byington

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Quando me olho no espelho, vejo uma velha. Mas eu não me sinto velha!

Nascida Pearl Ellis McIntyre, era filha de Mary Elisabeth Ellis e Robert Dickson McIntyre, imigrantes americanos. Casou-se em 1901 com outro membro da colônia confederada no estado de São Paulo – Alberto Jackson Byington, um dos precursores da indústria no Brasil, com quem teve dois filhos.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Pérola encontrava-se nos Estados Unidos, onde foi responsável por uma seção da Cruz Vermelha. Já de volta ao Brasil, continuou participando de atividades filantrópicas.

perolaA partir de 1930, liderou, ao lado da professora Maria Antonieta de Castro, uma campanha de combate à mortalidade infantil denominada “Cruzada Pró-Infância”, tarefa que desempenhou durante 33 anos. Também dedicou-se a vários outros programas em defesa dos menos favorecidos, sobretudo crianças, tendo sido condecorada com várias comendas ao mérito.

Uma das fundadoras e presidente vitalícia da Cruzada Pró-Infância, uma entidade surgida em 1930 em São Paulo para amparar crianças e gestantes, ela desempenhou um importante papel na luta contra a mortalidade infantil. “O que se pode esperar de um país cujo povo morre ao nascer?”, foi seu primeiro lema, segundo o livro que conta sua vida: O Gesto Que Salva (Grifo).

Além de prover assistência médica e sanitária gratuita, defendeu o salário-maternidade e o pré-natal, criou jardins-de-infância e creches. Fundou o primeiro banco de leite humano do Brasil e ajudou a instituir o Dia da Criança na agenda nacional. A partir dos anos 1940, sua luta foi pela construção de um hospital materno-infantil, inaugurado em 1959. Em sua cidade natal, a avenida onde está sediada a maior indústria de tornos do mundo foi batizada como Avenida Pérola Byington.

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